terça-feira, 14 de julho de 2009

Clímax do Semestre

Neste link está a minha apresentação final do eixo VI. Dê uma olhadinha e deixe seu comentário.

https://www.ead.ufrgs.br/rooda/webfolio/abrirArquivo.php/Usuarios/16673/Geral/Apresentacaoworkshop09.ppt

quarta-feira, 17 de junho de 2009

DESENVOLVIMENTO DA MORAL

A escola também precisa se preocupar com desenvolvimento moral dos alunos, uma vez que é uma instituição social que tem como principal objetivo a educação e o desenvolvimento da aprendizagem.
De acordo com os estudos de Piaget, o desenvolvimento moral ocorre por meio das relações do indivíduo com o seu meio e envolvem regras, autoridade e respeito.
Na escola em que atuo ocorrem vários problemas de relacionamento entre os alunos e desrespeito aos professores e às normas da escola. Tal situação é cada vez mais comum, não só na escola, como na comunidade em geral, onde diariamente sabemos da ocorrência de conflitos que muitas vezes ganham visibilidade dentro do ambiente escolar.
Os conflitos são muitas vezes de ordem familiar, mas na escola é que se tornam visíveis, pois o espaço escolar muitas vezes é o lugar onde os alunos são ouvidos e lhes é dada a oportunidade de expressar seus sentimentos e carências. Sendo assim cabe a nós professores encontrarmos uma forma de socialização destes conflitos, elaborando projetos educativos que tratem destas e outras problemáticas que fazem parte da realidade dos alunos, ajudando-os a encarar seus problemas refletindo sobre os mesmos.
Atualmente estou atendendo uma turma de terceiro ano, e a maioria dos alunos tende a valorizar as atitudes negativas uns dos outros, tenho tentado a desmistificar tais ações trabalhando questões de valorização da auto-estima dos alunos dando visibilidade as habilidades e potencialidades de cada um.
Nesta semana teremos momentos da aula para que cada um possa ensinar algo que já sabe e que gosta de fazer aos demais colegas. Pois em conversa discutimos que sempre temos algo para ensinar e aprender com o outro e logo achei bacana propor este desafio aos alunos como forma de valorizar a todos.
Sempre que surge algum desafeto seja na hora do recreio ou mesmo durante a aula é comum eles logo apelarem para a agressão física, estamos discutindo sobre essa postura no sentido de propor o diálogo para solucionar tais conflitos. A elaboração de regras de boa convivência foi uma alternativa apontada por uma aluna. Sentamos e aos poucos estamos construindo nossas regras. Nesta oportunidade trabalhei o texto “palavrinhas mágicas”, onde apareciam as palavras: com licença, por favor, obrigado e desculpa.
Nossa preocupação enquanto professores é desenvolver a autonomia, criticidade e respeito mútuo, mas muitas vezes não conseguimos entender porque os alunos têm dificuldades para tanto. Lendo os textos de Jaqueline Picetti e Lisiane Camargo pude compreender como é importante para o trabalho do professor conhecer o desenvolvimento da moralidade nas crianças.
O aluno só alcançará a autonomia moral quando tiver desenvolvido relações interpessoais e de respeito num ambiente que propicie o exercício do pensar, expressar, dialogar, refletir, entre outros. As relações pessoais construídas desde o nascimento, através da família, e mais tarde na escola é que formarão os valores morais do indivíduo, por isso atitudes de cooperação, solidariedade e o respeito mútuo devem fazer parte da rotina escolar. Para Piaget, o indivíduo desenvolve a moralidade de acordo com duas tendências a autonomia e a heteronomia. O desenvolvimento moral ocorrerá pela evolução de ambas seguindo da heteronomia (etapa do desenvolvimento moral em que são introduzidas normas sociais às crianças) até a autonomia moral (permite que a pessoa reaja a partir de uma norma, mas tendo consciência para avaliar seu contexto).
A heteronomia precisa ser bem trabalhada na criança, pois será base para o agir moral, devendo estar calcada principalmente na argumentação.
É importante construir uma moral autônoma, calcada em relações de reciprocidade e respeito mútuo, para que o indivíduo se integre positivamente no seu contexto social e seja valorizado influenciando positivamente as gerações futuras.


Referências Bibliográficas:

CAMARGO, Lisiane Silveira. Reflexões sobre a Moralidade na Escola
PICETTI, Jaqueline Santos. Significações de Violência na Escola: Equívocos da compreensão dos processos de desenvolvimento moral na criança.
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REFLEXÕES

ANÁLISE DO ENSAIO DE ADORNO

A partir do texto de Adorno passamos a compreender ainda mais a importância de uma educação voltada à valorização da reflexão dialética do indivíduo. Onde haja o resgate desse indivíduo, consciente de seu papel na sociedade, responsável por suas escolhas e auto-determinado.
O que predispôs os indivíduos a aceitarem o nazismo e a barbárie segundo Adorno foi o nacionalismo exacerbado levando o indivíduo a um estado de inconsciência capaz de aderir a práticas sádicas vinculadas a um coletivismo destrutivo. Pois o indivíduo com caráter manipulativo passa a acreditar no “consciente coletivo”, ficando cegamente orientado pelos princípios determinados pelo poder e supremacia de autoridades externas e superiores.
Adorno sugere a autonomia como solução para evitar que a barbárie se repita. A força contra o princípio destrutivo está na reflexão e na auto determinação dos indivíduos para se contraporem a qualquer supremacia coletiva que vise manipular as massas promovendo a anticivilização.
Somente a educação garante ao indivíduo a intervenção na sua realidade, a tomada de consciência do seu “eu” no mundo criando autonomia para vivenciar as mudanças no contexto social em que está inserido.
É pela auto-determinação e conhecimento que o indivíduo se torna capaz de dizer não a este ou aquele Apelo ideológico. Através da conscientização das pessoas frente ao horror que foi Auschwitz é que os indivíduos passarão a refletir sobre ações como estas, que podem levar a desumanização e ao retorno à barbárie.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Coloquei este link das construções que a turma fez em Power Point, no Laboratório de Informática.

https://www.ead.ufrgs.br/rooda/webfolio/abrirArquivo.php/Usuarios/16673/Disciplinas/9296/passeio%20com%20os%20alunos_anaparker.ppt

sábado, 2 de maio de 2009

Fora da escola também se aprende!!



A partir do trabalho que realizei com meus alunos do 3º ano, construindo a árvore genealógica de cada um, constatamos que muitos possuíam índios e negros na família, resolvemos nos aprofundar sobre a presença indígena e do africano, hoje, em nossa vida.
Os alunos recordaram da apresentação dos índios Kaingangs, no ano passado, em nossa escola, sendo assim comecei a pesquisar sobre a origem desta tribo e também dos hábitos e costumes indígenas que influenciam a nossa vida.
Juntamente com minhas colegas dos 4º anos planejamos uma visita à aldeia Kaingang, na Feitoria em São Leopoldo.
Foi um momento ímpar, os alunos puderam conhecer a realidade desta aldeia e conversar com pessoas desta comunidade indígena, trocando experiências, brincando com as crianças da aldeia.
Observamos as índias a prepararem o "pão de cinza", um pão feito com farinha, água e sal sovados e assados nas brasas e cinzas do fogo de chão. Os alunos ficaram encantados também com a criatividade dos índios ao confeccionarem os cestos de palha e cipó, bem como os colares e pulseiras de sementes e contas coloridas.
Na sala de aula, construímos textos coletivos sobre a experiência que tivemos, fizemos cartazes com as informações que coletamos, confeccionamos dobraduras dos índios, pintamos e decoramos com penas coloridas. Com as fotos que tiramos durante o passeio, estamos montando slides no “Power point” para compartilharmos com as famílias num momento a ser planejado.
Elaboramos também um mosaico com nossas descobertas e aprendizagens, expondo-o num mural para compartilharmos com os demais alunos de nossa escola.
O passeio foi enriquecedor para os alunos, pois puderam ver e constatar como os índios vivem, observando as influências que sofrem em sua cultura, como também as que exercem em nossa vida. A aprendizagem ocorreu de maneira prazerosa, fora dos limites da escola, num lugar simples e cheio de história de vidas que se confundem com as nossas próprias.
Outro aspecto que merece relevância foi a semelhança física de alguns alunos com os índios que ao se locomoverem pela aldeia por vezes se confundiam com os mesmos. Realmente nossas diferenças é que nos enriquecem.

domingo, 22 de março de 2009



Mais um ano letivo se inicia e com ele renovamos nossos objetivos,procurando reformular nossa prática pedagógica refletindo sobre os conhecimentos adquiridos e as vivências .

Agora é o momento de buscar parcerias com toda a comunidade escolar, integrar a família e a escola, sondar as necessidades dos alunos para resignificar o nosso trabalho tornando-o mais interessante e desafiador .

Espero que este ano seja propício a alegria, ao desenvolvimento da criatividade, a novas descobertas e a muita energia boa para todos nós.

domingo, 7 de dezembro de 2008

GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA

Somos fruto de uma cultura extremamente autoritária do passado, estamos vivendo num processo de democracia e precisamos aprender a participar, para isso é fundamental que se forme uma cultura democrática no interior da escola, onde todos possam exercer o poder de decisão, seja na escolha dos seus representantes por meio do voto ou até mesmo definir as prioridades da escola onde os filhos estudam.
A Gestão Democrática faz parte de um processo de democratização da sociedade, não é um processo isolado, pois deve haver uma conjunção entre a escola e a sociedade. Depende da instituição de mecanismos formais e principalmente de ações concretas da comunidade escolar e sociedade como um todo, em todos os momentos.
A Gestão Democrática requer autonomia e participação efetiva, onde os pais não devem apenas se fazer presentes acatando as decisões da diretora, mas discutir, opinar, tomar conhecimento do que está sendo administrado.
A Gestão Democrática é um processo e tem princípios, pode ser bastante conflituosa e trabalhosa, mas deve ter transparência, respeito à diversidade e estar ligada a qualidade, pois deve ser boa para todos.
Um dos principais desafios da Gestão Democrática é a divisão do poder com todos os membros da comunidade escolar, garantindo que todos tenham direitos e possam exercer o poder de decidir, através do diálogo, do enfrentamento de opiniões, deliberando e planejando, acompanhando e solucionando problemas, avaliando as ações em prol do desenvolvimento da escola como um todo.
Não haverá uma escola de qualidade sem participação, a gestão democrática é um caminho que possibilitará a geração de uma nova escola no Brasil, para que isso ocorra precisamos instituir mecanismos de democracia representativa nas escolas, como a criação de Grêmios Estudantis, Conselhos Escolares, eleições diretas para diretores, descentralização de recursos, planejamento participativo, enfim estruturas democráticas que permitam o diálogo e a negociação entre os sujeitos.
“Estar no mundo sem fazer história, sem por ela ser feito, sem fazer cultura, sem tratar da própria presença no mundo, sem sonhar, sem cantar, sem musicar, sem pintar, sem cuidar da terra, das águas, sem usar as mãos, sem esculpir, sem filosofar, sem pontos de vista sobre o mundo, sem fazer ciência, ou teologia, sem assombro em face do mistério, sem aprender sem ensinar, sem ideais de formação, sem politizar não é possível”... (Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra. 1997)