quinta-feira, 23 de outubro de 2008

PROJETO DE APRENDIZAGEM



Trabalhar com projeto de aprendizagem é um caminho muito produtivo para a construção de conhecimentos. Realizar essa atividade à distância foi um desafio, pois além de ir em busca das informações sobre o tema escolhido ainda tínhamos que encontrar maneiras de compartilharmos com os demais membros do grupo nossas indagações e procurar sanar nossas dúvidas contribuindo para chegarmos as conclusões e expor nossas idéias ao grande grupo.

Ir em busca de informações atuais através de pesquisas, realizar entrevistas,leituras, publicando passo a passo nossas construções, utilizar o ambiente virtual para nos comunicarmos tem sido bastante gratificante e tem contribuído para realizarmos aprendizagens significativas, exemplificando como é interessante para o aluno , não importando a sua faixa etária, estar participando ativamente do seu processo de construção do conhecimento.

Embora seja um trabalho desafiador, que nos traz muito prazer em realizá-lo, a grande dificuldade ainda é organizar o tempo para dar conta do projeto e tantas outras tarefas que precisamos desempenhar e poder aproveitar ao máximo esta oportunidade.

APRENDIZAGEM NA FASE ADULTA

De acordo com a Epistemologia Genética de Jean Piaget:
O processo de aprendizagem se dá a partir da interelação do sujeito com o objeto do conhecimento, ou seja, o pensamento lógico se constrói na ação e interação do indivíduo com o ambiente físico e social.
O desenvolvimento intelectual ocorre desde o nascimento e as aquisições de um período servem de base para os outros.
Para Piaget “o indivíduo possui uma estrutura biológica que o possibilita desenvolver seu conhecimento a partir da interação deste com o objeto a conhecer” (Terra, Márcia Regina-IEL/2004), no entanto, apenas isto não é suficiente para o desenvolvimento cognitivo, uma vez que é um processo individual, que precisa do exercício interno do raciocínio.
Para haver aprendizagem há que se levar em conta além das relações de interdependência entre sujeito e objeto outros fatores complementares como: a maturação do organismo, as experiências com o objeto do conhecimento, a vivência social e a equilibração do organismo ao meio.
Pelo que vimos sobre a teoria Piagetiana os indivíduos em qualquer faixa etária não aprenderão pela reprodução de idéias prontas. Só haverá o desenvolvimento cognitivo quando o indivíduo tiver sido desafiado a pensar, buscando resolver um conflito, transformando a realidade do meio em que vive.
Na educação de jovens e adultos o grande facilitador do processo de aprendizagem é a motivação, vontade de aprender, que geralmente o adulto traz muito forte consigo. Além disso, o relacionamento com outros indivíduos, as trocas de experiências e as vivências enriquecem as aulas de tal modo que professor e alunos formem uma parceria onde os laços de amizade e cumplicidade torne tanto o aprender como o ensinar momentos prazerosos.
Enquanto aluna gostaria de registrar que é pelo desafio de realizar as atividades que nos são impostas e a reflexão sobre a prática em sala de aula que encontro motivação para dar continuidade aos meus estudos, pois sei que preciso ampliar meus conhecimentos enquanto acadêmica para transformar a minha prática.
Tive uma experiência no início da carreira do magistério com uma turma de alfabetização de adultos e o que me chamava à atenção na época era o fato de que apesar dos alunos serem adultos tinha uma dificuldade acentuada na grafia. Como adultos apresentavam habilidades motoras desenvolvidas, no entanto escreviam garatujas assim como as crianças da primeira série e apresentavam uma rigidez ao pegar o lápis na mão para tentarem escrever. Lendo o que Piaget relata nos estágios de desenvolvimento cognitivo, pude compreender que apesar de serem adultos com experiências motoras consideráveis, possivelmente não tivessem desenvolvidos algumas bases de características cognitivas próprias para o estágio em que se encontrassem.
Outra barreira que enfrentavam era a vergonha de admitir que não soubesse ler nos espaços de convivência social do qual faziam parte, o que influenciava na autonomia e até mesmo na auto-estima deles.
O professor precisa conhecer como ocorre a aprendizagem dos seus alunos, para poder através de um trabalho motivador oportunizar o desenvolvimento do conhecimento.




REFERÊNCIAS:
MATURANA, Humberto. Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Horizonte. Editora UFMG, 2001.
PIAGET, Jean. Problemas de psicologia genética. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
TERRA, Márcia Regina. O desenvolvimento humano na teoria de Piaget, mterra@estadao.com.br

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

REFLETINDO SOBRE A FASE ADULTA

Para definir a fase adulta podemos nos basear em vários aspectos: físicos, biológicos, sociais, psicológicos, políticos e legais.
O indivíduo é considerado adulto em nossa sociedade quando completa 18 anos, se tornando responsável civil e criminalmente pelos seus atos. A partir daí se espera que possa de alguma maneira estar encaminhado para a sua independência financeira, o que de certo modo reforça a sua condição de ser dono do próprio nariz, arcando com suas despesas, responsabilidades e escolhas.
É difícil determinar quando começa ou termina uma fase da vida humana, pois em alguns momentos da vida o indivíduo estando na fase adulta poderá passear por outras fases até mesmo na infância.
Para nós e nossos pais a transição da juventude para a fase adulta estava condicionada a saída da escola, ingresso no mercado de trabalho, casamento, nascimento dos filhos, compra da casa própria, etc. Atualmente ainda seguimos este modelo tradicional, no entanto a seqüência dos fatos não se dá desta forma linear, pois às vezes antes de ingressar no mercado de trabalho ou concluir seus estudos o jovem já assumiu a paternidade ou maternidade.
Assim como nas demais fases da nossa vida, enquanto adultos somos desafiados constantemente a encarar as modificações impostas pelas experiências vivenciadas, nossas escolhas, sucessos e frustrações, acenando com momentos da vida que oportunizarão novas aprendizagens.
Segundo Pierre Furter, o ser humano vive em constante estado de aprendizagem, está sempre em busca do aprimoramento.
O adulto através de suas vivências é motivado a realizar novas descobertas ampliando cada vez mais os seus conhecimentos.

GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO




CONCEPÇÕES E VIVÊNCIAS

Dentro de uma perspectiva democrática a organização escolar deverá estar norteada pela participação social na formulação de políticas educacionais, no planejamento e tomada de decisões, na adoção de recursos e investimentos, na execução das tarefas, na avaliação.
Esses processos devem levar em conta a mobilização a todos os membros envolvidos nessa área, tanto no que diz respeito aos sistemas como nas unidades de ensino.
De acordo com o texto de Isabel Letícia Pedroso de Medeiros e Maria Beatriz Luce (1994 apud Bordenave, p8): “Democracia é um estado de participação”. A democracia participativa, para ele, é aquela em que os indivíduos ao sentirem-se fazendo parte da sociedade, têm parte nos direcionamentos e decisões, por isso tomam parte das transformações destes grupos.
Na gestão democrática da educação devem estar elencados vários elementos implicados entre si: democratização do acesso, permanência e continuidade nos estudos, democratização dos saberes, participação na formulação dos planos e tomada de decisões, relações de autonomia e sua inserção em projetos mais abrangentes da sociedade, dos quais a educação é parte constitutiva e constituinte.
Há elementos e instâncias que garantem a gestão democrática. Um elemento importante foi a Constituição Brasileira de 1998, que consagra a gestão democrática do ensino público como princípio básico dando amplitude ao direito à educação nas constituições estaduais e nas leis orgânicas dos municípios.
Além da nova ordem constitucional se fez necessário a construção de uma estrutura institucional para garantir a realização dos objetivos e princípios da educação nacional. Surge então, com este reordenamento legal, o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 1990), que garante o acesso à educação e a permanência na escola, bem como a efetiva participação dos alunos e seus responsáveis na definição de propostas educacionais. Há que se ressaltar também a nova LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 1996) e o novo PNE – Plano Nacional de Educação (Lei nº 10.172, de 2001).
Outra nova lei importante foi a de nº 9.424 de 1996, que instituiu o FUNDEF, que trata da redistribuição de recursos entre municípios e seus respectivos estados de acordo com o número de alunos matriculados nas escolas.
No âmbito institucional foram significativos os avanços: na atuação de conselhos deliberativos (CEE, CME), eleição de dirigentes, construção dos PPP (Projetos políticos Pedagógicos), regimento escolar, planejamento participativo e avaliação institucional.
Na rede de ensino na qual pertenço há doze anos, percebo que estamos percorrendo um longo caminho rumo a gestão democrática. Fazendo um “feedback” do início da carreira, lembro que não tínhamos acesso a planificação das ações e objetivos do ensino, a escolha dos diretores era determinada pela indicação política do governante (cargo de confiança), havia pouca participação da comunidade, os pais só eram chamados a participar em datas comemorativas (dia dos pais, dia das mães) e na entrega da avaliação dos alunos.
Com o passar do tempo houve uma amplitude da ação da família e comunidade em geral no espaço escolar, temos as associações de pais e mestres (APEMEM) que deliberam as ações e utilização dos recursos financeiros da escola.
Houve também a implantação dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP) onde os professores, equipe diretiva e comunidade escolar, como um todo, participam da planificação das ações norteadoras do ensino, na reformulação da filosofia e normas da escola e resoluções de problemas.
Atualmente a escolha dos diretores é feita de maneira eletiva indireta, onde os professores com graduação e que atuam por mais de três anos na rede municipal, podem concorrer à vaga de diretor mediante a apresentação de um plano de gestão, junto a Secretaria de Educação. A partir daí se aprovado pelo Secretário de Educação, os candidatos aptos compõe uma lista tríplice que é enviada as escolas para a eleição por parte dos professores e funcionários concursados.
Após as leituras sobre gestão democrática percebo uma imensa necessidade para que as ações saiam do plano idealista e passem a prática efetiva de uma gestão que priorize a transformação da sociedade para que possamos desempenhar verdadeiramente o nosso papel de educadores. É exercendo nossa cidadania, com liberdade de ação e valorização profissional, que estaremos contribuindo para a efetivação de uma verdadeira democracia como um princípio ético-político que necessita ser cultivado em todas as relações.
REFERÊNCIAS:
MEDEIROS, Isabel L. Pedroso de; LUCE, Maria Beatriz. Gestão democrática na e da educação: concepções e vivências. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 2006. 173 p.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008


Além de buscar informações para estar sempre atualizado o professor precisa conhecer novos lugares, procurando se abastecer de cultura e ampliar seus horizontes.
Na ida a Bienal do Livro, em São Paulo, pude visitar tantos lugares maravilhosos como : o Museu da Língua Portuguesa, o Memorial da América Latina, o Museu Afro Brasil .
A Bienal foi um verdadeiro espetáculo de cultura e incentivo à leitura com mais de 450 expositores distribuídos no Parque do Anhembí, sessões de autógrafos com escritores como Maurício de Souza e as atividades recreativas, realizadas nos estandes para o público infantil.
O passeio foi maravilhoso!!! Espero poder participar de eventos como estes mais vezes.

domingo, 17 de agosto de 2008

ORGANIZAÇÃO DO TEMPO

Mais um semestre inicia e precisamos rever nossas metas e organizar nosso tempo da melhor maneira possível para podermos realizar novas aprendizagens.
Neste semestre minha predisposição é procurar viver com uma maior qualidade de vida, pois estamos aqui neste plano para sermos felizes, fazendo as coisas que nos dão satisfação, inclusive profissionalmente.
Penso em organizar melhor meu tempo para fazer as atividades sem pressa, procurando ler e refletir para arejar as idéias e adquirir novos conhecimentos.

LINK DA TABELA DO TEMPO:
http://anaparkerpead.pbwiki.com/Seminário+Integrador-V

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Qual é a questão?


Relendo o texto \"Qual é a questão?\" discordo da afirmação das autoras ao relatarem que na sala de aula ainda é o professor que escolhe os assuntos, que decide o que ensinar. Penso que via de regra já está havendo avanços nestes aspectos. Pode ser que ainda não estejamos num nível ideal de conscientização, pois somos fruto de um ensino engessado, que não nos preparou para os questionamentos acadêmicos. No entanto, estamos caminhando para uma pedagogia que prioriza a liberdade do pensamento e a construção de um conhecimento mais autônomo, até por isso vejo que o papel do professor tende a se tornar cada vez mais importante. No trabalho que desenvolvo com meus alunos sempre procuro abordar assuntos do interesse deles e costumo questioná-los sobre o que sabemos e o que queremos descobrir a respeito do que estamos enfocando. Ás vezes as respostas não nos satisfazem, pois nossas espectativas estão além do que os alunos querem, entretanto como vimos no nosso encontro presencial há sempre algo sendo sinalizado para nortearmos nossas ações, precisamos é ter flexibilidade para identificar os caminhos apontados e muitas vezes isso não é fácil, pois somos cobradas por um sistema que muitas vezes vai na contramão do que almejamos.