quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O QUE È O PROJETO UCA?



O Projeto UCA é proposto por uma ONG internacional e visa proporcionar o acesso ao conhecimento e a informação via internet para as crianças dos países em desenvolvimento , como o Brasil.
O projeto está sendo aplicado na forma de piloto na Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu, em Porto Alegre. Um dos objetivos principais deste projeto é inovar os sistemas de ensino garantindo a melhoria da qualidade da educação.
A proposta visa oferecer um laptop por aluno, para que possam desenvolver sua criatividade,oportunizando a troca de experiências e informações entre os alunos e suas comunidades, através da rede tecnológica.
Vários estados brasileiros tem implantado este projeto, preparando seus alunos e professores e motivando-os para produzirem conhecimentos, utilizando a web 2.0 como ferramenta.
Como vimos em nossa pesquisa, tal projeto está em fase de experimentação, no entanto não se configura numa realidade muito distante, já que este projeto conta com o incentivo do MEC e do Governo Federal .

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Arquiteturas Pedagógicas

Antes do PEAD nunca havia ouvido falar em arquiteturas pedagógicas.Pelo que entendi das leituras realizadas as arquiteturas pedagógicas propõem o resgate de estratégias pedagógicas aliadas ao uso das tecnologias, sendo assim as aprendizagens ocorrem de forma cooperativa e autônoma.
Por meio das arquiteturas pedagógicas os conhecimentos são construídos e compartilhados o que possibilita uma aprendizagem mediada pela ação e interação dos sujeitos em rede.
O conhecimento extrapola o espaço e o tempo da sala de aula, explorando outros espaços: internet, textos, pensadores, comunidade local e virtual.
A figura do professor é imprescindível nessa proposta, pois cabe a ele criar e recriar as arquiteturas pedagógicas, propondo atividades interdisciplinares, que apontam para diversos caminhos.
O trabalho com o PA se constitui numa das possibilidades das Arquiteturas Pedagógicas, uma vez que propõe uma metodologia interativa e problematizadora, utilizando as tecnologias como meio de interação, possibilitando trocas, pesquisas e a realização de atividades cooperativas de aprendizagem. Há ainda outros três tipos de arquiteturas sugeridas no texto: arquitetura de estudo de caso, arquitetura de aprendizagem incidente e arquitetura de ação simulada.
Utilizar a proposta das arquiteturas pedagógicas em sala de aula é um grande desafio, mas pelo que estamos estudando é possível desenvolvê-la. Se tivesse que aplicar com minha turma, me sentiria mais segura para desenvolver a arquitetura de projetos de aprendizagem, já que é uma proposta conhecida e apenas teria que adaptá-la aliando o uso da rede, apesar de termos só os computadores do laboratório de informática da escola poderiam buscar outros espaços interativos na sala de aula, como por exemplo, um mural onde todos poderiam expor suas experiências, dúvidas e certezas. Ainda lançaria como sugestão que alguns alunos utilizem a Lan house da vila para poder interagir, pesquisar, fazer registros.

Participação no Fórum

Realmente este período de recuperação está possibilitando um amadurecimento de idéias e o que é melhor, as trocas com os colegas oportunizadas no espaço do fórum permitem uma reflexão mais consistente, pois quando lemos o que cada um vai registrando ocorrem mil outras idéias.
Ás vezes acolhemos o que é explicitado, outras vezes discordamos totalmente, enfim é um espaço interativo que nos possibilita várias aprendizagens. Fico pensando o quanto está sendo interessante a nossa participação neste curso a distância, quantas potencialidades estamos desenvolvendo, quantos desafios estão sendo propostos para que possamos reconstruir nossos conhecimentos e inovar em nossa prática pedagógica. Chego a conclusão que vivenciamos a pedagoia da incerteza durante todo esse processo de aprendizagem em que nós estamos inseridos e com certeza nunca mais seremos os mesmos, porque estamos transformando o nosso modo de ver e fazer educação.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Reflexões sobre o texto: Revisitando os Projetos de Aprendizagem, em tempos de web 2.0


Lendo o texto de Iris Tempel Costa e Beatriz Corso Magdalena pude reforçar a importância que o trabalho com Projetos de Aprendizagem tem, principalmente se aliarmos a ele o uso das TIC's.

Há uns anos atras criei um blog com minha turma de terceiro ano, lá registrávamos todas as nossas aprendizagens para dar visibilidade a outras pessoas de tudo que estávamos estudando. Naquele ano haviam poucas experiências nas escolas com as tecnologias e como visitávamos o laboratório de informática apenas uma vez por semana tínhamos que aproveitar bem o tempo ora pesquisando na internet, ora relatando nossas experiências. Apesar de não termos desenvolvido o trabalho com projeto na rede, utilizávamos este espaço para divulgar nossas aprendizagens , o que envolveu muito os alunos e fez com que tivessem uma relação mais dinâmica com os computadores, usando seus mecanismos com mais propriedade e desembaraço. A professora do laboratório de informática da escola em que atuava era parceira, pois me auxiliava, dando suporte para que pudéssemos desenvolver este trabalho, já que na época não tinha nenhum conhecimento de informática.

Recorri a esta história apenas para salientar como é importante que nós educadores tenhamos conhecimento nesta área e busquemos usar cada vez mais as TIC's para resignificar nosso trabalho em sala de aula, oportunizando aos nossos alunos uma proposta pedagógica desafiadora, que instigue a busca de informações, a pesquisa e desenvolva a autoria e autonomia no seu processo de aprendizagem.

O trabalho com o PA segue uma lógica similar a da investigação científica. Observar seu entorno, um fenômeno ou evento e a partir daí formular perguntas que vão desencadear o processo investigativo. Devemos ter uma questão norteadora que desafie a pesquisa, uma questão de investigação autêntica para o grupo, que deve emergir das curiosidades dos alunos e seu contexto, buscando desenvolver nos alunos o hábito de perguntar, questionar.

Formulada a questão norteadora o próximo passo é verificarmos os conhecimentos prévios que temos sobre a questão em estudo. Nosso ponto de partida é levantar as certezas provisórias para traçarmos os caminhos que teremos de percorrer para buscar o que queremos saber. Desat maneira a questão norteadora passa a se desdobrar em certezas provisórias e dúvidas temporárias que vão se articulando na medida em que vai avançando o processo de investigação. O esclarecimento das dúvidas e a articulação dos saberes oportunizam aos envolvidos no PA a construção de conhecimentos através dos conceitos que vão sendo evidenciados.

Para que as ações ocorram é necessário um planejamento que vise a organização do tempo, os espaços de reflexão e avaliação, que servirão para nortear o PA consolidando assim as novas aprendizagens.

Os espaços de interação são muito importantes, pois além de darem visibilidade ao trabalho realizado demonstram o processo em que todos estão envolvidos. A interação entre os sujeitos envolvidos no processo de aprendizagem é fundamental para que o trabalho se concretize, pois o PA desenvolve noções de respeito, aceitação as diferenças e flexibilidade das ações.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Avaliação



A tarefa de avaliar envolve muitas questões, desde a cobrança de índices de aprovação, por parte das mantenedoras, até a dificuldade e o despreparo dos professores em desempenhar tal função.

O professor é o grande mediador, facilitador do processo de aprendizagem, através da interação com seus alunos e comunidade escolar, possibilita o desenvolvimento da autonomia e a criação de vínculos, por isso, deve ter em mente a importância de um processo avaliativo justo, levando em consideração a reflexão do processo de aprendizagem por parte de todos os envolvidos.

Realizo a avaliação dos meus alunos levando em conta todos os momentos vivenciados por eles na sala de aula. Proponho atividades diversificadas como: pesquisas, trabalhos em grupo, saídas de campo, produções de texto, considero também a participação e interesse pelos assuntos discutidos.

Costumo observar o desempenho dos alunos e registrar todos os avanços e dificuldades enfrentadas, procuro respeitar o ritmo de cada um e tento rever as estratégias adotadas. A partir daí realizo as intervenções necessárias para que cada um possa sanar suas dificuldades e avançar no processo de aprendizagem.

As anotações realizadas servem de suporte para criar o parecer descritivo de cada aluno, onde são contempladas todas as aprendizagens realizadas pelos alunos nesse período, bem como as habilidades e competências desenvolvidas.

Além de realizar as avaliações dos alunos, também podemos avaliar o processo de ensino aprendizagem em que todos estão envolvidos, refletindo sobre a proposta pedagógica adotada e revendo a possibilidade de adotar outros caminhos, se necessário.

Através da avaliação, procuro aperfeiçoar minha prática, reformulando o meu planejamento, revendo minhas estratégias, pois afinal de contas quem ensina também aprende, portanto temos que estar abertos para as mudanças.


REFERÊNCIAS:


FERREIRA, Lucinete. O contexto da prática avaliativa no cotidiano escolar. In: Retratos da avaliação: conflitos, desvirtuamentos e caminhos para a superação. Porto Alegre. Mediação, 2002, p.39-61

Lingua Brasileira de Sinais






Particularmente não conheço nenhuma pessoa surda, porém eu trabalhei próxima a uma escola de surdos e quando pegávamos o ônibus ficava observando alguns jovens surdos.

Eles estavam sempre animados e conversavam entre eles usando a linguagem de sinais, se comunicavam também com o cobrador.

Em minha opinião as pessoas surdas não se diferem das demais, apenas utilizam outra maneira de se comunicar enfatizando os movimentos das mãos, do corpo e tem a percepção visual mais desenvolvida.

Num dia desses fui ao supermercado perto de minha casa e pedi ajuda para um funcionário que transitava pelos corredores ele então demonstrou não ter me entendido, logo que percebi que era surdo falei com ele frente a frente e pausadamente, possibilitando a leitura labial, então ele me ajudou a escolher o café que procurava sem maiores problemas.

Para se comunicar com os surdos acho que seria mais fácil se todos soubessem a LIBRAS e nós enquanto educadores mais ainda, pois a qualquer momento poderemos ter que atender um aluno com estas especificidades.

A cultura do surdo é formada por um grupo de pessoas surdas ou ouvintes e que utilizam um tipo de linguagem, regras de comportamento, valores próprios e que compartilham metas em comum e assim como todos nós vão à escola, trabalham, se divertem, namoram, enfim vivem.

Práticas de leitura, escrita e oralidade no contexto social

O conceito de letramento surge para separar estudos sobre as práticas sociais da escrita e a alfabetização. Tal estudo examina as mudanças políticas, econômicas, sociais e cognitivas relacionadas ao uso da escrita.

O letramento está presente na vida dos indivíduos mesmo antes destes serem alfabetizados. Um exemplo destas práticas seria a criança ouvir uma história contada por um adulto, acompanhando a sequência da mesma através das figuras do livro.

De acordo com a autora a escola se preocupa apenas com o processo de aquisição dos códigos da escrita, deixando de lado a sua função social que é observada em outras agências de letramento, como a família, a igreja, as placas das ruas, até mesmo as imagens da televisão, dos anúncios de produtos em folhetos de supermercados ou outdoors.

Observamos que muitas crianças conseguem realizar cálculos mentais, conversar sobre assuntos diversos, usar até o computador, ir ao mercado fazer compra para a mãe, mas tem dificuldade em usar o código escrito e numérico na escola.

As práticas do uso da escrita na escola seguem uma concepção de letramento do modelo autônomo, que leva em conta a competência individual que é utilizada apenas como forma de promover e aprovar os alunos, deixando de lado a função social da mesma. Nesse modelo a escrita seria um produto completo, pronto, sem estar presa ao contexto, representando uma ordem diferente de comunicação, distinta da fala.

O modelo ideológico, afirma que as práticas letradas são culturalmente determinadas pelo contexto social e instituições em que foi concebida, levando em conta a pluralidade e a diferença, investigando as características entre práticas orais e práticas letradas.

Alguns autores acreditam que a oralidade e a escrita não são extremas, há um contínuo entre ambas as modalidades de linguagem dependendo do foco em que estão empregadas, nem toda escrita é formal e planejada, nem toda oralidade é informal e sem planejamento.

Precisamos pensar o processo de aquisição da escrita como um processo contínuo ao desenvolvimento lingüístico da criança substituindo a ruptura que determina à práxis escolar.

As práticas letradas realizadas pela família ou em instituições como a igreja, são práticas coletivas essenciais onde o conhecimento sobre a escrita é construído coletivamente pela colaboração dos indivíduos de um determinado grupo. Por esta razão faz mais sentido reencaminhar o ensino da escrita na escola priorizando o que há de comum, de semelhante entre oralidade e a escrita valorizando e ampliando a sua função social.

As atividades planejadas para um dia letivo servem como evidências do que pode ser trabalhar o letramento e sua função social na sala de aula, os alunos ao criarem suas receitas de sanduíche passam a usar uma linguagem própria de um livro de receitas e começam a estabelecer as diferenças entre os diversos estilos de texto.

Atividades rotineiras como ir ao mercado, fazer uma lista de compras, ler a bula do remédio, preparar uma receita, calcular o troco da padaria ou do sorvete são práticas do dia-dia em que o letramento está presente.

A concepção do ensino da escrita como modelos que consideram a aquisição da escrita como uma prática discursiva que na medida em que possibilita uma leitura crítica da realidade, se constitui como um importante instru­mento de resgate da cidadania e que reforça o enga­jamento do cidadão nos movimentos sociais que lu­tam pela melhoria da qualidade de vida e pela transformação social (Freire, 1991:68). O resgate da cidadania, no caso dos grupos marginaliza­dos, passa necessariamente pela transformação de práti­cas sociais tão excludentes como as da escola brasileira, e um dos lugares dessa transformação poderia ser a desconstrução da concepção do letramento dominante.

REFERÊNCIAS:

KLEIMAN, Angela B. Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola, 2006. In: KLEIMAN